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Para isso eu digo: NUNCA!

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Entre os toscos, prefiro as fantasias do carnaval de Olinda. Detalhe: esse cara não está usando cueca, ou esta?

máiquel is not beating anymore…

Eu acho que sou a única pessoa no mundo que está feliz com a morte de Michael Jackson. Não feliz pela perda, mas pelo descanso de um ser perturbado. Em meio a essa choradeira desenfreada, homenagens merecedoras e loop nostálgicos dos maiores sucessos, eu, Benedito, não enxergo essa Íliada musical. Prefiro acreditar que o propósito de Michael em vida já tinha sido alcançado há anos, e que desde o Dangerous ele não mais viveu. Basta dar uma assistida a isso aqui. Do que adianta ser milionário e não ter a mente sã? Do que adianta uma Terra do Nunca sem os poderes do Peter Pan? Do que adianta ter filhos e não agir como um pai? Cresci nos anos 80 ao som dos gritinhos e seguradas escrotais de Michael, do moonwalk eternamente copiado e da musiquinha do Video-Show. Ele já não era o mesmo. Nem negro era mais! Michael não morreu. Descansou. Que fique eternizado por sua carreira musical e esquecido por sua bizarrice pessoal.

Back and forth

Venho, através dessas mal traçadas linhas, dizer que não estou mais na putaria, na sem-vergonhice, na descaração e na sodomia.
Depois de casar, viajar, passar no doutorado, trabalhar feito um condenado, perder o computador, viver sem internet, sem dvd, deixado de beber, ter passado a fazer a barba e lavar as cuecas todos os dias, eu mudei. Mudei mesmo. Comprei um computador, instalei uma internet em casa, consertei o dvd, voltei a beber, estou munido de uma barba rala e horrenda. E quanto às cuecas, eu conto esse episódio depois.
Voltem sempre por aqui. Em breve, a odisseia das cuecas.

Rapidinhas e sem nexo (leia-se corretamente)

1. Apresentações ao vivo é sempre um grande teste para qualquer banda, seja nova ou oldschool. No entanto, bom mesmo é quando uma banda é phoderosa e faz um playback nojento como o show do Block Party no VMB (Assista aqui);

2. Por falar em playback, show de xoxar foi mesmo a apresentação do não tão novo single do The Killers (“Human”). Apesar da dublagem generalizada, a apresentação foi algo indiscritível (Assista aqui);

3. Eu não consigo explicar, mas tenho crises de risos quando assisto aos comerciais do Giraffa´s na televisão (Assista aqui e aqui);

4. Ir ao Recife Antigo nessa época carnavalesca é o mesmo que estar dentro daquele velho jogo de Ataria, o Pitfall: achar uma vaga para estacionar requer destreza, dribla o flanelinha com o ticket de R$5,00 na mão, pula o esgoto que já faz parte do cenário local, escapa dos cheira-colas que perambulam pela Rua da Moeda, desvia do fedor de sovaco que emana do encontro dos maracatus, diz não aos vendedores de drogas e está sempre sujeito a levar um baculejo da polícia;

5. Alguém avisa aos que fazem a abertura do carnaval de Recife que é muito válido reunir os 600 tocadores de tambor. Ruim mesmo é ficar ouvindo a voz dos cantores completamente dessincronizada com tambores que não são amplificados. Ô saudade do Tim Maia esculhambando o som!

A melhor parte de casar…

A prova do drink no inferno

Um drink no inferno

Tirar férias de 15 dias não é algo comum ao longo dos últimos cinco anos. Talvez mais do que cinco anos. Principalmente, quando essas férias compreendem uma semana em um resort à beira-mar, longe de casa, trabalho e telefone. Uma maravilha. Seria uma maravilha, se o resort não insistisse em fazer uma lavagem cerebral nos hóspedes tocando pagode das 11 às 18hs. Todos os dias. Sem parar. A mesma compilação. Hoje perguntei ao operador do som se ele havia assistido ao filme “Laranja Mecânica”, porém ele me olhou com uma cara de quem foi insultado e que o último filme que assistira foi a reprise de “Lagoa Azul” na Sessão da Tarde. Desde então, eu não consigo acordar sem cantar: “… iôiô, iáiá, ioiô, ioiô, ioiô, iaiááá…”. A última vez que vi algo parecido, foi há mais de 15 anos atrás, quando ainda passava férias em uma praia, que o único prazer noturno era o Forró do Aílton – momento ímpar de se familiarizar com os praieiros. Durante toda a minha infância o Forró do Aílton tocou a mesma fita cassete, todos os sábados. Começava com “… ela é americana, da América do Suuuul…”, e terminava com o “Carimbó do Macaco” de Pinduca. Essa última era o ápice do rala-bucho que levantava a poeira e lá no meio do salão, não se enxergava mais ninguém. Fiz uma compilação de músicas interessantes e estou levando no bolso da bermuda para a piscina. Quando o operador mencionar o “… iôiô, iáiá, ioiô, ioiô, ioiô, iaiááá…”, terei duas opções: uma é oferecer, civilizadamente, o cd compilado para que ele toque. A segunda contará com a evocação da força ioiô-iaiá: o que acontece com um som, que está ao lado da piscina, ao ser molhado? May the ioiô-iáiá force be with me.

Prego batido, ponta virada.

How to put this into words?

casorioblog

Dois mil e nove

Mais uma vez de volta à ativa. Nada como um blog novo para celebrar o início de mais um ano, cheio de mudanças. Dois mil e nove promete ser intenso. Aliás, os últimos dois meses de dois mil e oito foram extenuantes, com direito a palestras e cursos que foram de Caruaru à Juazeiro do Norte-CE (este último contará com um post próprio), seleção de doutorado, final de semestre letivo de zilhões de turmas, centenas de quilômetros percorridos em uma semana no êxodo urbano, entrega das chaves do puxadinho do Benedito, pintura-quebra piso-marcenaria-eletrodomésticos do puxadinho e preparatório para a cerimônia do amancebamento. Isso mesmo, dois mil e nove à dois, de casa nova, vida nova, blog novo. Para completar a intensidade do ano, tornei-me um ex-pré-doutorando e estendi o êxodo-urbano a mais um município. Que venham os cabelos brancos e a pança de cerveja. Felicidades a todos e sejam sempre bem vindos por aqui.

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